Novembro Roxo alerta para os nascimentos prematuros no Brasilby GECC Francimilia Santiago / novembro 24, 2021Sugestão de pauta: Dezembro Vermelho alerta a população para as ISTs e HIV/AIDS
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Galeria do Centro Cultural Unimed-BH Minas apresenta exposição de fotografias de Eugênio Sávio
O instante, o momento, a hora em que o tempo se eterniza, o segundo invisível. Está aí a magia da fotografia que tem como ideia guardar, no caso de a memória falhar, aquele segundo de emoção. Eugênio Sávio, jornalista e fotógrafo de Belo Horizonte, apresentará na Galeria de Arte do Centro Cultural Unimed-BH Minas (CC Unimed-BH Minas) a exposição “Instante Invisível”, que reúne 138 fotos produzidas ao longo de mais de 30 anos na cobertura de eventos esportivos ao redor do mundo. Eugênio afirma que “tem sempre um detalhe do movimento que não conseguimos controlar, e essas são as coisas mais atraentes na fotografia: a surpresa, o acaso”. Com patrocínio máster do Instituto Unimed-BH, viabilizado pelo incentivo de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores, a mostra, que ficará na Galeria a partir de 15 de julho até setembro, tem curadoria de João Castilho e Pedro David. O espaço funciona de terça-feira a domingo e feriados, das 13h às 19h. O Centro Cultural Unimed-BH Minas fica na rua da Bahia, 2.244, bairro de Lourdes. A entrada é gratuita e, por causa da pandemia de Covid-19, a capacidade de visitantes é limitada a 30 pessoas e o uso de máscara é obrigatório.
Eugênio começou a fotografar ainda jovem, observando o trabalho de seu pai, que era fotógrafo amador. “Comecei aos 15,16 anos com as câmeras do meu pai que já tinha deixado esse hobby de fotografar para trás. Ele tinha um laboratório que estava desativado e eu passei a usá-lo. Essa vivência e a observação do meu pai, me fizeram gostar de fotografia”, lembra o jornalista. O esporte também está na vida de Eugênio desde a adolescência, quando foi atleta do Minas, no vôlei. “Eu passava a tarde no Minas, gostava muito de esporte, de futebol e colecionava revistas esportivas. Entrei na faculdade de jornalismo, na UFMG, e lá tive a oportunidade de avançar como fotógrafo, frequentei a faculdade de Belas Artes e fui fotografando esportes”. Eugênio conta ainda que aos 21 anos começou a dar aulas na PUC Minas e, como os horários das partidas de futebol não coincidiam com os das aulas, passou a exercer as duas profissões.
Os curadores pensaram a exposição a partir de três eixos. “O primeiro apresenta as fotografias de esportes olímpicos realizadas em pan-americanos e olimpíadas. O segundo se detém sobre o futebol, modalidade que Eugênio Sávio se dedicou especialmente. Por último, apresentamos as fotografias realizadas do lado de fora das grandes arenas. Em seus incessantes deslocamentos, Eugênio realizou fotografias que vão de grandes vistas, a cidades densamente povoadas, aos amplos vazios dos desertos claros e secos”, explica João Castilho.
Mercês Fróes, diretora Institucional do Instituto Unimed-BH, patrocinador máster da exposição, destaca a importância da valorização dos artistas locais. “O Instituto Unimed‑BH tem como propósito ser um grande incentivador da cultura mineira, apoiando principalmente os espaços e os artistas da nossa área de atuação. Temos imenso prazer de patrocinar o fotógrafo Eugênio Sávio, artista talentoso e de olhar apurado, que por meio da fotografia tem levado o nome de Minas para além das nossas montanhas”, afirma.
André Rubião, diretor de Cultura do Minas, afirma que a exposição Instante Invisível enaltece, por meio da beleza, dois pilares do Clube. “As imagens de Eugênio Sávio nos convidam a refletir sobre a vontade de superação, os limites do corpo, a estética do movimento. Trata-se de uma mostra importante para a galeria do Minas, não somente por celebrar os Jogos Olímpicos, mas por trazer um diálogo entre o esporte e a cultura, pilares que fazem parte do DNA do Clube”.
Sobre a mostra
Em “Instante Invisível” o visitante fará um caminho pela memória de grandes eventos esportivos. “O trajeto começa com uma instalação fotográfica abordando a natação, dando ênfase em seu aspecto plástico. Segue por uma longa parede mostrando uma grande variedade de esportes olímpicos evidenciando o esporte de alto nível como um palco privilegiado da beleza humana”, revela o curador João Castilho.
O fotógrafo afirma que haverá uma passagem de tempo. “É um longo período fotográfico, mais de 30 anos. Há imagens do Mineirão no tempo em que não tinha cadeira, e a torcida ficava amassada na arquibancada, há a evolução de grandes craques que passaram pelo estádio como Ronaldo Fenômeno e Ronaldo Gaúcho, há jogos marcantes como o Brasil 1×7 Alemanha e jogos de futebol feminino”, conta Eugênio.
A exposição estará montada durante o período dos Jogos Olímpicos de Tóquio e, de acordo com o curador João Castilho, com certeza, será um complemento para o clima olímpico. “Há um paralelo direto entre a laboriosa obra de Eugênio Sávio e as Olimpíadas de Tóquio. Acreditamos que este timing poderá contribuir bastante para a visitação da mostra. Como não será possível desta vez acompanhar os jogos in loco, nada melhor do que trazer esse espírito para a exposição e para o público”.
Sobre o Instituto Unimed-BH
Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos socioculturais visando ampliar o acesso à cultura, promover a formação da cidadania, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, valorizar os espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou cerca de R$140 milhões, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e da Lei de Incentivo à Cultura (Federal), por meio do patrocínio de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores. Em 2020, mais de 7 mil postos de trabalho foram gerados e 3,9 milhões de pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Neste ano, todas as iniciativas do Instituto celebram os 50 anos da Unimed-BH.
A exposição “Instante Invisível” também conta com o patrocínio da Tora, Bioextratus, Macrotec, Data Engenharia, Carbel e Fortebanco e apoio do Circuito Liberdade e secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais.
SERVIÇO
EXPOSIÇÃO “INSTANTE INVISÍVEL”
Data: 15 de julho a setembro
Local: Galeria de Arte do Centro Cultural Unimed-BH Minas (rua da Bahia, 2.244. Lourdes)
Horário: domingo e feriados, das 13h às 19h.
ENTRADA FRANCA | Classificação: livre.
Capacidade: 30 pessoas.
Especialistas alertam sobre os principais riscos à saúde durante o carnaval
Excesso de bebida alcóolica e prática sexual sem uso de preservativos, durante a folia, podem contribuir para aumento de casos de intoxicação e maior transmissão de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)
O Carnaval é sinônimo de alegria, mas também precisa ser de cuidados com a saúde. Em Belo Horizonte, onde a prefeitura espera cerca de 6 milhões de foliões, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e a negligência dos foliões no que tange ao uso de preservativos aumentam os risos de intoxicações e de transmissão de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
De acordo com o clínico geral cooperado da Unimed-BH e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica – Regional Minas Gerais, Último Libânio da Costa, não há quantidade segura de álcool. “O consumo inadequado leva a uma desinibição inicial que pode resultar em comportamentos e atitudes que se tornam arrependimentos no dia seguinte”, afirma. Ele explica que o álcool é absorvido rapidamente pelo intestino, e quando consumido em excesso, supera a capacidade do fígado de metabolizá-lo. “Por isso, é importante se alimentar enquanto bebe. Isso retarda a absorção, dando mais tempo para o fígado trabalhar”, recomenda.
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas tem impactos imediatos que incluem embriaguez, coma alcoólico e, em casos extremos, até óbito. A longo prazo, o álcool está associado a diversos tipos de câncer, como de mama, fígado e boca, além de danos ao sistema nervoso e ao fígado, podendo levar a cirrose e pancreatite.
Outro ponto crítico é o impacto do álcool na capacidade de tomar decisões. “Com o aumento dos níveis de álcool no sangue, há comprometimento do julgamento, impulsividade e até perda de memória recente. Isso pode levar a ações fora do planejamento habitual, como comportamentos sexuais de risco e ações que podem ir de danos emocionais a atos criminosos”, explica Libânio.
ISTs no Carnaval: prevenção é a chave
O infectologista cooperado da Unimed-BH, Adelino de Melo Freire Jr., reforça que o consumo abusivo de álcool durante a folia contribui com o aumento de práticas sexuais ocasionais, aumentando a exposição às ISTs. “O álcool e outras substâncias podem levar à desinibição e à negligência no uso de preservativos, aumentando a vulnerabilidade a infecções como sífilis, gonorreia, clamídia e HIV”, alerta.
Dentre os comportamentos de risco estão o aumento do número de parceiros sexuais, a redução da percepção de risco e a baixa adesão ao uso do preservativo em algumas faixas etárias.
O infectologista, que também é presidente da Sociedade Minera de Infectologia, destaca a importância de campanhas de prevenção durante o período. “A distribuição gratuita de preservativos, a testagem rápida e a conscientização por meio de redes sociais e ações presenciais são estratégias essenciais para reduzir a transmissão dessas doenças”. Ele ainda aponta que, embora o uso do preservativo continue sendo a principal estratégia na prevenção de IST’s, a PrEP (profilaxia pré-exposição ao HIV) e da PEP (profilaxia pós-exposição) também são medidas complementares ao uso do preservativo.
Como se proteger
Para garantir uma folia com segurança, os especialistas recomendam:
- Evitar o excesso de álcool: beba com moderação, intercalando com água e alimentação adequada.
- Usar preservativos: eles são a principal barreira contra ISTs.
- Fazer testagem: aproveite campanhas de testagem gratuita para conhecer seu status de saúde.
- Buscar informações confiáveis: desconfie de mitos e consulte fontes oficiais, como o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde.
O Carnaval pode ser uma festa segura e saudável, desde que os foliões adotem medidas preventivas. Como lembra Libânio, “todo excesso deve ser evitado”. E Melo complementa: “A prevenção é a melhor forma de garantir que a folia não deixe marcas negativas na saúde”.

