Novembro Roxo alerta para os nascimentos prematuros no Brasilby GECC Francimilia Santiago / novembro 24, 2021Sintomas cardiológicos pós-Covid devem ser observados e a prevenção é o maior remédio contra a mortalidade
As doenças cardiovasculares são as que mais matam no Brasil. De acordo com o Cardiômetro – indicador do número de mortes por doenças cardiovasculares no País, criado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), são mais de 1.100 mortes por dia, cerca de 46 por hora, um óbito a cada 1,5 minutos (90 segundos). As doenças cardiovasculares causam o dobro de mortes que aquelas devidas a todos os tipos de câncer juntos, três vezes mais que as todas as causas externas (acidentes e violência), três vezes mais que as doenças respiratórias e seis vezes mais que todas as infecções incluindo a AIDS.
No Dia do Coração (29/09), o cardiologista e cooperado da Unimed- BH, José Pedro Jorge Filho alerta que muitas dessas mortes poderiam ser evitadas ou postergadas com cuidados preventivos e medidas terapêuticas. Segundo ele, o diagnóstico precoce de problemas cardiovasculares nos mais jovens possibilita melhores tratamentos e controle mais rígido das doenças relacionadas ao coração. Ele enumera as principais doenças cardiovasculares:
SINTOMAS CARDIOLÓGICOS PÓS-COVID
De acordo com levantamento do American College of Cardiology, em relação aos pacientes hospitalizados pelo novo coronavírus, 50% possuíam doenças crônicas sendo que 40% possuíam doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais 86% tinham acometimento respiratório, desses 33% acometimento cardíaco associado e 7% acometimento cardíaco isolado.
José Pedro explica que, após uma infecção pela doença, em 30% até 40% dos casos pode haver persistência ou aparecimento de sintomas como um cansaço generalizado, palpitações, taquicardia, dor no peito, pressão alta que não existia antes ou piora de uma hipertensão que vinha sendo bem controlada com remédios, dispneia (falta de ar ou desconforto para respirar) e dificuldade ao realizar um esforço que antes era fácil de fazer.
“Esses sintomas podem surgir de duas semanas a até 12 meses após a infecção e nem sempre tem relação com a severidade do quadro inicial da Covid-19, podendo surgir mesmo após quadros leves da infecção”, reforça.
A PREVENÇÃO É O MAIOR REMÉDIO
O especialista alerta que, em caso dos sintomas pós-Covid, é importante uma avaliação com um cardiologista. “Na maioria das vezes, o quadro é autolimitado e desaparece após algum tempo sem necessidade de tratamento específico, mas exige que a pessoa fique um pouco mais restrita em atividades que exijam esforço, nesse período de convalescença. Mas um ou outro caso pode exigir tratamento, pois pode ser necessária medicação para taquicardia e outras arritmias e até mesmo insuficiência cardíaca, e também reajuste ou início de remédios para pressão alta” argumenta.
E, mesmo para quem não tem nenhuma comorbidade, algumas atitudes são importantes para a prevenção da saúde do coração, por isso, o médico recomenda: abandonar o sedentarismo; deixar de fumar; manter uma alimentação saudável; evitar o consumo excessivo de açúcar e ter cuidado com a ingestão de bebidas alcoólicas.
Número é o maior registrado nos últimos anos pela Cooperativa
A Unimed-BH realizou nesta quarta-feira, 31, a posse de 187 novos cooperados de 35 diferentes especialidades. A cerimônia realizada no Centro Cultural Unimed-BH Minas, em Belo Horizonte, contou com a presença dos novos médicos e seus familiares, da diretoria da Cooperativa e de outras lideranças cooperativistas. Este é o maior número de médicos ingressantes na Unimed-BH nos últimos anos. O grupo foi selecionado durante processo seletivo conduzido pela Feluma Concursos, constituído por prova objetiva e prova de títulos.
O diretor-presidente da Unimed-BH, Frederico Peret, reforçou o compromisso da cooperativa em seguir na valorização do trabalho médico a partir de uma medicina humanizada e de qualidade, com foco no cliente. Ele destacou ainda a importância da participação dos novos membros no destino da Cooperativa, com escolhas responsáveis, éticas e com foco na sustentabilidade. “A Unimed-BH acredita no poder do coletivo e que juntos podemos trazer um grande impacto para a sociedade. Ao escolher a cooperação, vocês poderão experimentar o que nós, cooperados, já vivenciamos: o orgulho de pertencer a uma cooperativa sólida e sustentável, que, mesmo em cenários incertos e complexos, vem gerando bons resultados para os seus cooperados”, afirmou.
O evento de posse dos novos cooperados da Unimed-BH contou com a presença de representantes das principais entidades médicas de Minas Gerais, do Sistema Unimed e do setor cooperativista.
Os novos cooperados dedicarão parte de sua rotina de trabalho ao atendimento dos clientes em unidades assistenciais próprias da cooperativa localizadas em Belo Horizonte, Betim e Contagem. Com a posse dos novos cooperados, a Unimed-BH passa a contar com aproximadamente 5.300 médicos cooperados e uma ampla rede assistencial, formada por hospitais próprios e prestadores credenciados.