16º Encontro de Cooperados debate a importância do equilíbrio econômico, físico e emocional no pós-pandemiaby GECC Francimilia Santiago / novembro 9, 2021Sugestão de pauta: Dia Mundial do Diabetes alerta para a importância de ter acesso aos cuidados
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Unimed-BH é reconhecida como uma das operadoras de saúde mais inovadoras do Brasil
A Cooperativa conquistou a 3ª posição no ranking anual Valor Inovação, divulgado no dia 27 de outubro. A Consulta On-line, a Inteligência Artificial e a robotização estão entre as iniciativas de destaque da Unimed-BH
A Unimed-BH tem a inovação em seu DNA e os seus 50 anos de história são marcados por projetos pioneiros que vêm impulsionando as transformações no setor da saúde. Nos últimos anos, atenta e antecipando tendências, a cooperativa tem investido em projetos ligados à transformação digital, à adoção da inteligência artificial, à integração do cuidado e à robotização e automação de processos. Diante disso, a Cooperativa acaba de ser reconhecida no Ranking Valor Inovação como uma das operadoras de planos de saúde mais inovadoras do Brasil, ocupando a 3ª posição e subindo 20 posições em relação ao ano de 2020.
O reconhecimento da Valor Inovação se deve principalmente pelas diversas iniciativas de transformação digital realizadas pela Cooperativa nos últimos anos. A Unimed-BH foi a primeira em sua área de atuação a lançar a Consulta On-line Coronavírus, apenas sete dias depois da declaração da pandemia pela OMS. Além disso, continuou em ritmo acelerado, seus projetos estratégicos de ampliação do uso da inteligência artificial, integração do cuidado e automação de processos.
“Os projetos de inovação na Unimed-BH são de grande impacto na vida de todos os nossos clientes, a Consulta On-line, por exemplo, foi extremante positiva no gerenciamento dos casos da COVID-19 e reforçou a nossa atuação como uma empresa inovadora, que sempre busca soluções para a melhoria da qualidade assistencial. Com a Consulta On-line Coronavírus conseguimos uma redução em cerca de 50% no atendimento presencial em Pronto Atendimento, contribuindo para proteger a população dos riscos de contágio do novo coronavírus. Em menos de um ano e meio já ultrapassamos meio milhão de consultas online realizadas”, reforça o diretor-presidente da Unimed-BH, Samuel Flam.
A Consulta On-line como estratégia de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus foi só o início. O projeto serviu de base para lançamento de novos produtos dentro da Cooperativa. “A partir desse projeto, nós expandimos os serviços voltados para os clientes, levando a transformação digital para o portfólio de produtos da Unimed-BH. Em dezembro de 2020, lançamos o primeiro plano 100% digital, o Bem Digital, e em abril de 2021, colocamos em funcionamento o Pronto Atendimento On-line para consultas de pequenas urgências”, afirmou Samuel Flam.
Inteligência artificial e robôs na saúde
Não só na telemedicina que a Unimed-BH tem se destacado. A Cooperativa também tem desenvolvido soluções de ciência de dados e em inteligência artificial para modernizar, inovar e resolver problemas de negócio na operação assistencial e administrativa. Atualmente, são 15 modelos de inteligência artificial em operação e mais 18 modelos de Machine Learning e Deep Learning em desenvolvimento.
Nesse contexto, destaca-se o Cuidado Integrado, plataforma tecnológica que integra informações assistenciais dos clientes junto com soluções de desenvolvimento próprio baseadas em inteligência artificial, permitindo às equipes de atenção à saúde classificar e marcar os clientes da Unimed-BH de acordo com diferentes características assistenciais. Dessa forma, a Cooperativa pode definir prioridades e orientar a jornada assistencial de acordo com a necessidade do cliente. Em 2021, a frente de inteligência artificial da empresa também obteve grande avanço por meio de uma nova parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que resultou na criação do Centro de Inovação em Inteligência Artificial para a Saúde (CIIA-Saúde). Esta parceria se junta a outras já existentes, que envolvem a Kunumi, startup brasileira referência em inteligência artificial, a Amazon Web Service (AWS) e novamente a UFMG na constituição do Data Lab Unimed-BH.
E por fim, exemplificando os avanços em robotização, a Unimed-BH se tornou uma das pioneiras na ideação e construção de um Centro de Distribuição Automatizado. Para isso, o Centro conta com um robô, sensores e Internet das Coisas (IoT) que possibilitam um novo processo de cadeia logística envolvendo automação nos processos de recebimento, fracionamento, etiquetação, armazenagem e distribuição de medicamentos, materiais médicos, e demais insumos hospitalares na rede própria da Unimed-BH. “Para se ter dimensão, estamos falando de uma atuação em 34 municípios, uma rede de atendimento própria e um sistema de logística composto por compra, transporte, armazenamento, distribuição e entrega dos mais variados insumos necessários para operação e provimento de saúde aos mais de 1,37 milhão de clientes”, explica Samuel Flam.
Segundo Samuel Flam, a Unimed-BH mantém um investimento contínuo em inovação. “Nossos projetos trazem benefícios diretos para clientes, médicos cooperados, colaboradores, comunidade e parceiros. Vamos continuar valorizando as iniciativas que reforçam o nosso DNA inovador. Esse é o caminho para as empresas de saúde que querem continuar crescendo no mercado”, reforça.
Infectologista e cooperado da Unimed-BH fala sobre a presença da variante Delta no país
O cooperado da Infectologia e integrante do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da Prefeitura de Belo Horizonte, Estevão Urbano, avalia os desafios impostos pela nova cepa do coronavírus surgida na Índia
A variante Delta, cepa do novo coronavírus identificada inicialmente na Índia que já se espalhou por 111 países, alcançou a circulação comunitária em algumas cidades do Brasil. Na última sexta-feira, dia 16, Rio de Janeiro e São Paulo confirmaram novos casos de pessoas infectadas com a variante. Segundo o infectologista cooperado da Unimed-BH e integrante do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 de Belo Horizonte, Estevão Urbano é possível que já tenhamos a circulação comunitária dessa variante em algumas partes do país.
“A transmissão comunitária ainda não é uma realidade estatística e oficial, pois não há cidades com 50 casos diagnosticados, condição técnica para essa classificação. No entanto, quando começam a aparecer os primeiros casos, possivelmente esse número já é bem maior”, explica o infectologista.
Até agora, 19 de julho, o Brasil registrou 97 infecções provocadas pela variante Delta, que resultaram em cinco óbitos, segundo dados do Ministério da Saúde. O Rio de Janeiro é o estado com maior número de confirmações, 74, seguido por Paraná (9), Maranhão (6), São Paulo (3), Pernambuco (2), Goiás (2) e Minas Gerais (1), segundo última atualização da pasta.
Comportamento Imprevisível
Novas variantes já foram identificadas no Brasil, caso da Alfa, surgida no Reino Unido, e da Beta, na África do Sul. Porém, a variante originária no Norte do país, chamada Gama, acabou interrompendo a disseminação das concorrentes. Apesar desse histórico, o especialista cooperado da Unimed-BH afirma ser imprevisível o rumo que a variante Delta tomará.
“As variantes britânica e sul-africana foram freadas pela variante Gama, que se mostrou mais competitiva e acabou sendo uma cepa predominante no Brasil, respondendo hoje por mais de 90% dos novos casos. A dúvida é: a variante Delta é mais adaptável e vai superar a variante Gama ou vai haver um comportamento parecido com as outras? É absolutamente imprevisível”, pondera Estevão Urbano.
Novos Riscos
A grande preocupação com novas variantes do coronavírus é que surja alguma mutação capaz de furar a proteção proporcionada pelas vacinas hoje disponíveis. Estudos realizados no Reino Unido comprovaram que a taxa de transmissão da variante Delta é cerca de 60% maior do que a variante Alfa, sendo que esta última já tinha uma taxa de transmissão 50% maior em comparação com a cepa original do coronavírus.
Em outra pesquisa, publicada com participação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi detectado que a variante Delta pode aumentar o risco de reinfecções. O estudo indica que o soro de pessoas previamente infectadas por outras cepas é até 11 vezes menos potente contra essa variante viral.
“A Delta traz como maior risco a possibilidade de causar um repique na pandemia. Como ela é mais transmissível e nós não sabemos exatamente qual é a proteção que a vacinação ou a infecção prévia confere contra ela, sempre há um risco de assistirmos a um aumento do número de casos, internações e óbitos”, analisa Estevão Urbano.
A mutação gerou uma segunda onda mortal de infecções na Índia, país onde ela foi identificada em outubro de 2020. Ela também se tornou predominante no Reino Unido e em Portugal.
Em Israel, a variante Delta reduziu a eficácia da vacina da Pfizer de 95% para 64%, tratando-se da prevenção de infecções. No entanto, a eficácia para se evitar quadros graves se manteve. “A gente não sabe se isso será reproduzível no Brasil, até porque temos também as vacinas Janssen, CoronaVac e AstraZeneca. Mas, não deixa de ser animador que essa cepa foi contida, pelo menos para casos graves, nos indivíduos vacinados”, ressalta o infectologista.
Manter os Cuidados
Segundo Estevão Urbano, a pandemia está longe de ficar para trás. Ele relembra que o Brasil viveu um grande choque quando a média móvel alcançou 1.000 mortes por dia. “Nós ainda estamos com 1.200 mortes diárias na média móvel. Estamos com uma taxa de transmissão alta. Belo Horizonte, por exemplo, está com 200 casos por 100 mil habitantes”, alerta o especialista. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de COVID-19 no mundo cresceram continuamente nas últimas quatro semanas.
O especialista acrescenta que a melhora dos indicadores verificada recentemente não significa que a pandemia ficou para trás. “Temos esse problema das variantes, não sabemos como elas se comportarão e se poderão causar um recrudescimento dos casos. Ainda é cedo para comemorar. O que há é uma esperança, não o fim da pandemia”, conclui Estevão Urbano.
