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Especialista da Unimed-BH orienta a população para as doenças respiratórias comuns no Outono

Com a queda da temperatura, pneumologista afirma que as pessoas devem ficar atentas aos sintomas respiratórios e que as medidas de higiene são fator de prevenção

A chegada do outono, a queda nas temperaturas e a baixa umidade do ar propiciam o ambiente adequado para o aparecimento de doenças respiratórias como resfriado, gripe, rinite alérgica, faringites, amigdalites, e até complicações mais graves, como asma, sinusite, bronquite e pneumonias. Os principais vilões são os vírus, responsáveis, por exemplo, pelo resfriado e a gripe, mas as bactérias também aproveitam o momento para agir. Especialistas ressaltam o cuidado necessário que as pessoas devem ter nesta época do ano.

De acordo com a pneumologista e cooperada da Unimed-BH, Marta Gouvêa, o outono-inverno é o período que se deve intensificar a atenção aos sintomas gripais. “Com o frio chegando e com a redução da umidade do ar, aumenta-se o acúmulo de poluentes, cenário perfeito para a proliferação de vírus e bactérias. Tanto as doenças alérgicas, quanto as doenças infecciosas, sendo elas viróticas ou bacterianas, possuem sintomas parecidos. Por isso, a atenção deve ser redobrada, principalmente para crianças e idosos”, ressalta.  

A especialista explica que o resfriado acomete as vias respiratórias superiores com coriza (secreção transparente), espirro, dolorimento de garganta, podendo ocorrer febre de baixa intensidade e desaparecendo os sintomas em poucos dias. Já a gripe, apesar dos sintomas semelhantes, possui as suas peculiaridades. “A influenza (H1N1, H3N2) também afeta as vias áreas respiratórias superiores, mas possui mais sintomas sistêmicos (comprometimento do organismo), febre mais alta, dor no corpo, de garganta, dor de cabeça, cansaço, podendo progredir para uma doença bacteriana, como sinusite ou uma pneumonia”, alerta a cooperada da Unimed-BH.

Gouvêa lembra que ainda é importante atenção com o vírus da Covid-19. “Essa doença, inicialmente, pode causar uma infinidade de sintomas ou não apresentar sintomas. Geralmente, o paciente poderá apresentar dor de garganta, febre baixa, dores musculares, tosse seca, podendo progredir para uma doença sistêmica, com um quadro clínico mais grave, com falta de oxigenação adequada do sangue, comprometimento pulmonar mais intenso, febre persistente. Pessoas com comorbidades podem ser mais afetados pela Covid-19, principalmente obesidade e diabetes mellitus”.

Prevenção

A higienização é um fator importante para a prevenção. Entre as principais dicas estão lavar as mãos com frequência ou usar álcool em gel; evitar colocar as mãos no rosto, boca, nariz e olhos; e nos ambientes onde há contato com outras pessoas, é necessário redobrar a etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar.

Outra orientação, principalmente para alérgicos e portadores de bronquite asmática, é manter a casa sempre limpa para evitar o acúmulo de ácaros. “A casa deve estar sempre arejada e limpa. Também é conveniente, ao retirar as roupas de frio e cobertores que ficaram guardados, lavá-los ou deixá-los expostos ao sol antes de usá-los”. Ela complementa que “é importante manter hábitos saudáveis, como uma alimentação balanceada, com frutas, verduras e legumes, aumentar a ingestão de água, e se possível, manter uma rotina de atividade física”.

A pneumologista esclarece também a importância da imunização. “A vacina para a gripe é trivalente, composta pelos vírus H1N1, H3N2 (Darwin) e a cepa B, e já está disponível nas unidades básicas de saúde para determinados públicos e em unidades particulares. Já a vacina para pneumonia é aconselhada para idosos ou com indicação médica. E a vacina da Covid-19 é fundamental para acabarmos, de uma vez por todas, com essa pandemia”, conclui.

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